
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
' CAMBALACHE ' Raul Seixas
Que o mundo foi e será uma porcaria eu já sei
Em 506 e em 2000 também
Que sempre houve ladrões, maquiavélicos e safados
Contentes e frustrados, valores, confusão
Mas que o século xx é uma praga de maldade e lixo
Já não há quem negue
Vivemos atolados na lameira
E no mesmo lodo todos manuseados
Hoje em dia dá no mesmo ser direito que traidor
Ignorante, sábio, besta, pretensioso, afanador
Tudo é igual, nada é melhor
É o mesmo um burro que um bom professor
Sem diferir, é sim senhor
Tanto no norte ou como no sul
Se um vive na impostura e outro afana em sua
Ambição
Dá no mesmo que seja padre, carvoeiro, rei de paus
Cara dura ou senador
Que falta de respeito, que afronta pra razão
Qualquer um é senhor, qualquer um é ladrão
Misturam-se beethoven, ringo star e napoleão
Pio ix e d. joão, john lennon e san martin
Como igual na frente da vitrine
Esses bagunceiros se misturam à vida
Feridos por um sabre já sem ponta
Por chorar a bíblia junto ao aquecedor
Século xx "cambalache", problemático e febril
O que não chora não mama
Quem não rouba é um imbecil
Já não dá mais, força que dá
Que lá no inferno nos vamos encontrar
Não penses mais, senta-te ao lado
Que a ninguém mais importa se nasceste honrado
Se é o mesmo que trabalha noite e dia como um boi
Se é o que vive na fartura, se é o que mata, se é o
Que cura
Ou mesmo fora-da-lei
Fuente: musica.com
Letra añadida por votasgu
Raul Seixas
Em 506 e em 2000 também
Que sempre houve ladrões, maquiavélicos e safados
Contentes e frustrados, valores, confusão
Mas que o século xx é uma praga de maldade e lixo
Já não há quem negue
Vivemos atolados na lameira
E no mesmo lodo todos manuseados
Hoje em dia dá no mesmo ser direito que traidor
Ignorante, sábio, besta, pretensioso, afanador
Tudo é igual, nada é melhor
É o mesmo um burro que um bom professor
Sem diferir, é sim senhor
Tanto no norte ou como no sul
Se um vive na impostura e outro afana em sua
Ambição
Dá no mesmo que seja padre, carvoeiro, rei de paus
Cara dura ou senador
Que falta de respeito, que afronta pra razão
Qualquer um é senhor, qualquer um é ladrão
Misturam-se beethoven, ringo star e napoleão
Pio ix e d. joão, john lennon e san martin
Como igual na frente da vitrine
Esses bagunceiros se misturam à vida
Feridos por um sabre já sem ponta
Por chorar a bíblia junto ao aquecedor
Século xx "cambalache", problemático e febril
O que não chora não mama
Quem não rouba é um imbecil
Já não dá mais, força que dá
Que lá no inferno nos vamos encontrar
Não penses mais, senta-te ao lado
Que a ninguém mais importa se nasceste honrado
Se é o mesmo que trabalha noite e dia como um boi
Se é o que vive na fartura, se é o que mata, se é o
Que cura
Ou mesmo fora-da-lei
Fuente: musica.com
Letra añadida por votasgu
Raul Seixas
O JARDIM DAS BORBOLETAS

Com o tempo você vai percebendo que,
para ser feliz com outra pessoa,
você precisa em primeiro lugar,
não precisar dela.
Percebe também que aquela pessoa que você ama
ou acha que ama,
e que não quer nada com você,definitivamente,
não é a pessoa da sua vida.
Você aprende a gostar de você,
a cuidar de você e,principalmente,
a gostar de quem também gosta de você.
O segredo é não correr atrás das borboletas...
é cuidar do jardim para que elas venham até você.
No final das contas,
você vai achar,não quem você estava procurando,
mas quem estava procurando por você...
Mário Quintana
domingo, 30 de janeiro de 2011
Reunião da Comissão do Território da Cidadania do Médio Jequitinhonha em Araçuai MG - 28/01/2011
sábado, 29 de janeiro de 2011
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
"Olhe, tenho uma alma muito prolixa ...
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
O comportamento nosso de todo dia
Creio que para compreendermos o melhor caminho para “ o comportamento nosso de todo dia” precisamos aceitar a nossa necessidade de aprender a aprender. E para tal, reforço a tese de Charlot quando disse “(...) nascer é ingressar em um mundo onde se é obrigado a aprender todo dia.”, e de Freud quando afirmou: “(...) aprendemos por amor a alguém”. Estes são processos que dariam uma excelente discussão, no entanto, apenas os citei, para ilustrar que não se pode negar a importância do processo de construção da aprendizagem no ser humano, uma vez que nascemos completamente dependentes.
Precisamos de relações duradouras com membros de outras gerações por um longo tempo para aprendermos viver (e conviver em sociedade). O fato é que, infelizmente, nesta nova etapa da história, o comportamento vem sendo compreendido de uma forma extremamente egoísta, em que o individualismo e o amor por si mesmo é o que vale como princípio ético. As relações interpessoais são vistas como investimentos e possibilidades de consumo. As “relações duradouras” e a “aprendizagem por amor a alguém” se mostram descartadas. Amar a si mesmo sem um sentimento individualista na compreensão que a vida é um processo de aprendizagem, e, por princípio, dependente, nos possibilita crer que devemos nos tornar independentes o quanto antes, no entanto, devemos lembrar-nos de nossas origens. A auto-estima que desconsidera seu processo de aprendizagem e acredita que tê-la seja amar a si próprio e a mais nada no mundo não traz felicidade. A felicidade vem com o equilíbrio, com a confiança no processo de construção.
Nossa auto-estima depende exclusivamente de nossas escolhas, de nosso entendimento de mundo, como escrevemos as páginas de nossa história, do que aprendemos em nosso dia a dia... “Aprender a aprender” – consiste em aceitar que a vida é um processo de construção em que, de tempo em tempo, devemos parar e analisar como a enxergamos. Victor Hugo compreendeu e nos ajuda nesta análise: “... não há árvores más, nem homens maus. Há maus cultivadores”.
E você, já parou para analisar seu comportamento, suas escolhas, sobre o que tem feito com o que aprende a cada segundo de sua vida? Esse é o primeiro passo para o autoconhecimento e consequente felicidade.
Marli Cordeiro de Andrade
Psicanalista – Psicopedagoga
Cnp-Espo nº 0705-59
marlicapelinha@hotmail.com
Texto publicado na Revista Sou+Minas.Net
Precisamos de relações duradouras com membros de outras gerações por um longo tempo para aprendermos viver (e conviver em sociedade). O fato é que, infelizmente, nesta nova etapa da história, o comportamento vem sendo compreendido de uma forma extremamente egoísta, em que o individualismo e o amor por si mesmo é o que vale como princípio ético. As relações interpessoais são vistas como investimentos e possibilidades de consumo. As “relações duradouras” e a “aprendizagem por amor a alguém” se mostram descartadas. Amar a si mesmo sem um sentimento individualista na compreensão que a vida é um processo de aprendizagem, e, por princípio, dependente, nos possibilita crer que devemos nos tornar independentes o quanto antes, no entanto, devemos lembrar-nos de nossas origens. A auto-estima que desconsidera seu processo de aprendizagem e acredita que tê-la seja amar a si próprio e a mais nada no mundo não traz felicidade. A felicidade vem com o equilíbrio, com a confiança no processo de construção.
Nossa auto-estima depende exclusivamente de nossas escolhas, de nosso entendimento de mundo, como escrevemos as páginas de nossa história, do que aprendemos em nosso dia a dia... “Aprender a aprender” – consiste em aceitar que a vida é um processo de construção em que, de tempo em tempo, devemos parar e analisar como a enxergamos. Victor Hugo compreendeu e nos ajuda nesta análise: “... não há árvores más, nem homens maus. Há maus cultivadores”.
E você, já parou para analisar seu comportamento, suas escolhas, sobre o que tem feito com o que aprende a cada segundo de sua vida? Esse é o primeiro passo para o autoconhecimento e consequente felicidade.
Marli Cordeiro de Andrade
Psicanalista – Psicopedagoga
Cnp-Espo nº 0705-59
marlicapelinha@hotmail.com
Texto publicado na Revista Sou+Minas.Net
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
"Por que não dizer logo ...
Seu destino está constantemente sob o seu controle
Um turista foi ao Egito visitar um sábio que vivia num quartinho muito simples, cheio de livros, com apenas uma cama, uma mesa e um banco. O turista intrigado, perguntou: onde estão os seus móveis? E o sábio também o perguntou: e os seus, onde estão? Os meus? Surpreendeu-se o turista, eu estou aqui apenas de passagem. E o sábio concluiu: EU TAMBÉM.
Bom mesmo é contar esta história numa roda de discussão. Cada um comenta, defende, discorda, argumenta das formas mais variadas. Mas não há quem durma sem pensar um pouco mais sobre o que estamos fazendo com as nossas vidas nessa correria em busca de mais... mais dinheiro, mais sucesso, mais poder, mais, mais... Se a nossa felicidade está nos mínimos detalhes, nós não estamos tendo tempo de enxergar ou vivê-la. Trancamos nossas portas para proteger nossos bens, mas nos esquecemos que a felicidade não entra em portas trancadas.
Aceitamos nossas angústias como destino e nos esquecemos que nós é que fazemos as nossas escolhas diárias. Deus nos dá um dia a cada manhã, como se fosse uma página de nossa história e nós vamos escrevendo num livro que não se usa borracha: a pedra que jogamos não é possível retroceder, as palavras que proferimos não se perde no ar, os erros que cometemos deixam consequências.
Mas, como aprendemos é com o passar do tempo mesmo, errando e acertando... Cabe a cada um, entender seus limites, aceitar as consequências de suas escolhas, e, mesmo que perca os caminhos saiba recuperar o destino com dignidade. Compreendendo que nenhum vento sopra a favor de quem não sabe para onde quer ir. Esteja no controle de suas vontades, de suas escolhas, de seus passos, de seus hábitos, de suas ações de seu destino. Não tenha medo de crescer lentamente. Tenha medo de ficar parado. A direção é muito mais importante que a velocidade.
Marli Cordeiro de Andrade
Psicopedagoga – Psicanalista
CNP – ESPO nº 0705-59
Texto publicado na Revista Sou+Minas.Net
Bom mesmo é contar esta história numa roda de discussão. Cada um comenta, defende, discorda, argumenta das formas mais variadas. Mas não há quem durma sem pensar um pouco mais sobre o que estamos fazendo com as nossas vidas nessa correria em busca de mais... mais dinheiro, mais sucesso, mais poder, mais, mais... Se a nossa felicidade está nos mínimos detalhes, nós não estamos tendo tempo de enxergar ou vivê-la. Trancamos nossas portas para proteger nossos bens, mas nos esquecemos que a felicidade não entra em portas trancadas.
Aceitamos nossas angústias como destino e nos esquecemos que nós é que fazemos as nossas escolhas diárias. Deus nos dá um dia a cada manhã, como se fosse uma página de nossa história e nós vamos escrevendo num livro que não se usa borracha: a pedra que jogamos não é possível retroceder, as palavras que proferimos não se perde no ar, os erros que cometemos deixam consequências.
Mas, como aprendemos é com o passar do tempo mesmo, errando e acertando... Cabe a cada um, entender seus limites, aceitar as consequências de suas escolhas, e, mesmo que perca os caminhos saiba recuperar o destino com dignidade. Compreendendo que nenhum vento sopra a favor de quem não sabe para onde quer ir. Esteja no controle de suas vontades, de suas escolhas, de seus passos, de seus hábitos, de suas ações de seu destino. Não tenha medo de crescer lentamente. Tenha medo de ficar parado. A direção é muito mais importante que a velocidade.
Marli Cordeiro de Andrade
Psicopedagoga – Psicanalista
CNP – ESPO nº 0705-59
Texto publicado na Revista Sou+Minas.Net
O Poder não corrompe. O poder revela as pessoas.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Cecília Meireles
Encontre um emprego que ama e não precisará trabalhar sequer um dia
“Tudo o que somos hoje, nasceu daquele silêncio de ontem” Kahlil Gibran
Aprendi, ainda nas cadeiras da faculdade, com minha adorável professora de Literatura, que uma bela história, uma linda poesia e/ou uma frase com o poder de remeter-nos a uma viagem interna, jamais deve ser “interpretada”, e sim, “vivida”.
Assim como aprendi com meu autor preferido: Rubem Alves, que uma obra jamais deve ser “resumida – resumir é excluir algo que não seja tão importante” – e, Kahlil Gibran é todo importante, aliás, essencialmente importante numa vida que ama viver.
Mas, como descrever toda a maravilhosa e perfeita obra de arte: “Cartas de Amor do Profeta” se torna humanamente impossível, resta-me, então, indicar a leitura. E, para aguçar a vontade, no texto dessa semana, ouso comentar a frase: “Tudo que somos hoje, nasceu daquele silencio de ontem” – não interpretando, mas vivendo essa beleza.
É claro e evidente que cada um “viverá” esta frase de acordo com a realidade que está passando. E, para compreender melhor essa colocação, uso também as afirmações de Gibran: “A experiência é a vida com asas” e “A realidade de nossa relação, é a presença da realidade que gira à nossa volta”. Assim, vamos vivendo: sendo influenciados pela realidade à nossa volta. Mas, se conseguirmos ser realmente livres, poderemos ter asas renovadas como as da experiente águia que se renova após doloroso processo de ESCOLHA (ela, aos 35 anos de idade, já com as unhas grandes sem poder agarrar a presa, com o bico curvado sem poder comer, com asas pesadas devido as penas grandes impedindo-a de voar, se depara com duas opções: morrer ou passar por um processo de renovação. Decidida, ela escolhe a montanha mais alta que encontrar e num período de cinco meses, começa o processo: bate com o bico na rocha até que ele caia, e ao nascer outro, arranca as unhas e com as que nascerem, arranca as penas de suas asas, e logo que nascem novas penas, pode viver mais 35 anos aproximadamente com as novas e belas asas após escolher viver).
Estas histórias deixam claro o quanto é importante a decisão em nossa vida. E, principalmente, o quanto é importante “pensar”, “estar em silêncio”, “se encontrar para decidir”, “se preparar para as conseqüências de cada decisão”, “levar em consideração que o ontem, é fundamental para o amanhã e que o hoje, precisa ser vivido com toda a sua beleza”.
Por isso, insisto:
Nunca decida por influência das “opiniões de massa”.
Seja VOCÊ mesmo!
Busque o alinhamento: “sentimento – fala – ação”.
Leia as “Cartas de Amor do Profeta” de Kahlil Gibran, elas tem o poder de nos mostrar o que é AMAR e, segundo o próprio Kahlil: “O homem revela sua alma quando ama” – e quando amamos, quer seja à nos mesmos, nossa alma fica mas leve, e mais leves, somos capazes de entender que o hoje nasceu daquele silêncio de ontem – ou do barulhão que fazemos na hora das decisões.
Pronto!
Não interpretei, nem resumi, apenas indiquei – estou com a consciência tranqüila – risos.
Marli Cordeiro de Andrade
Psicopedagoga – Psicanalista
CNP – ESPO nº 0705-59
texto publicado na Revista Sou+Minas.Net
Assim como aprendi com meu autor preferido: Rubem Alves, que uma obra jamais deve ser “resumida – resumir é excluir algo que não seja tão importante” – e, Kahlil Gibran é todo importante, aliás, essencialmente importante numa vida que ama viver.
Mas, como descrever toda a maravilhosa e perfeita obra de arte: “Cartas de Amor do Profeta” se torna humanamente impossível, resta-me, então, indicar a leitura. E, para aguçar a vontade, no texto dessa semana, ouso comentar a frase: “Tudo que somos hoje, nasceu daquele silencio de ontem” – não interpretando, mas vivendo essa beleza.
É claro e evidente que cada um “viverá” esta frase de acordo com a realidade que está passando. E, para compreender melhor essa colocação, uso também as afirmações de Gibran: “A experiência é a vida com asas” e “A realidade de nossa relação, é a presença da realidade que gira à nossa volta”. Assim, vamos vivendo: sendo influenciados pela realidade à nossa volta. Mas, se conseguirmos ser realmente livres, poderemos ter asas renovadas como as da experiente águia que se renova após doloroso processo de ESCOLHA (ela, aos 35 anos de idade, já com as unhas grandes sem poder agarrar a presa, com o bico curvado sem poder comer, com asas pesadas devido as penas grandes impedindo-a de voar, se depara com duas opções: morrer ou passar por um processo de renovação. Decidida, ela escolhe a montanha mais alta que encontrar e num período de cinco meses, começa o processo: bate com o bico na rocha até que ele caia, e ao nascer outro, arranca as unhas e com as que nascerem, arranca as penas de suas asas, e logo que nascem novas penas, pode viver mais 35 anos aproximadamente com as novas e belas asas após escolher viver).
Estas histórias deixam claro o quanto é importante a decisão em nossa vida. E, principalmente, o quanto é importante “pensar”, “estar em silêncio”, “se encontrar para decidir”, “se preparar para as conseqüências de cada decisão”, “levar em consideração que o ontem, é fundamental para o amanhã e que o hoje, precisa ser vivido com toda a sua beleza”.
Por isso, insisto:
Nunca decida por influência das “opiniões de massa”.
Seja VOCÊ mesmo!
Busque o alinhamento: “sentimento – fala – ação”.
Leia as “Cartas de Amor do Profeta” de Kahlil Gibran, elas tem o poder de nos mostrar o que é AMAR e, segundo o próprio Kahlil: “O homem revela sua alma quando ama” – e quando amamos, quer seja à nos mesmos, nossa alma fica mas leve, e mais leves, somos capazes de entender que o hoje nasceu daquele silêncio de ontem – ou do barulhão que fazemos na hora das decisões.
Pronto!
Não interpretei, nem resumi, apenas indiquei – estou com a consciência tranqüila – risos.
Marli Cordeiro de Andrade
Psicopedagoga – Psicanalista
CNP – ESPO nº 0705-59
texto publicado na Revista Sou+Minas.Net
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
O Equilíbrio da Vida (TAO)
O excesso de luz cega a vista.
O excesso de som ensurdece o ouvido.
Condimentos em demais estragam o gosto.
O ímpeto das paixões perturba o coração.
A cobiça do impossível destrói a ética.
Por isso, o sábio em sua alma
Determina a medida de cada coisa.
Todas as coisas visíveis lhe são apenas
Setas que apontam para o Invisível.
(Tao-Te King, Lao-Tsé)
"E até me pergunto se não é sorte também estar do lado de fora dessa roda besta que roda sem fim, sem mim." Caio Fernando Abreu
Sempre acreditei que
A VIDA É UMA RODA GIGANTE"
Um dia estamos lá em cima .
um dia lá em baixo,
um dia descendo,
um dia subindo...
E tem sempre também
os que ficam de fora
olhando a coragem,
se divertindo com eles,
acenando com a mão ...
e por aí vai.
Diante da Roda Gigante
de minha cidade...
Hoje, Me sinto
do lado de fora
Pasma com a coragem dos
que estão se aventurando,
Curada da cegueira
que tinha de amar o perigo
que é estar "nas alturas",
e mais ainda ...
Com pena de quem acredita
que pode inverter o processo
da roda gigante, "na bruta"
Triste por ver todo dia,
Amigos que lutaram
por décadas, indo embora
por ver "se juntando"
em benefício próprio,aqueles
que defendíamos, pensando que
era verdade quando diziam que
amam o povo,
feito nós.
Sinto-me triste...
indescritível
Essa roda,
roda perfeitamente sem mim.
Posso contribuir com o povo
sem colocar minhas mãos nessa
luta besta que permite os "maus"
usarem os "bons" em seus benefícios.
Pena que sempre tem aqueles
que caem nessa armadilha.
domingo, 23 de janeiro de 2011
Libera-me
"Peguei um par de asas novinhas ...
Auto-Estima é tudo!

Um dia,
a rosa encontrou
a couve-flor e disse:
- Que petulância
te chamarem de Flor!
Veja sua pele:
é áspera e rude,
enquanto a minha
é lisa e sedosa.
Veja seu cheiro:
é desagradável
e repulsivo,
enquanto o meu
perfume é sensual
e envolvente..
Veja seu corpo:
é grosseiro e feio,
enquanto o meu
é delicado e elegante.
Eu, sim, sou uma flor!
E a couve-flor respondeu:
- HELLOOOOOU,
QUERIDAAAA!!!
ACORDAAAAAAA!!!
De que adianta ser tão linda,
se ninguém te come??? Hãããããã?
by blog canto de encanto
"Eu não tenho filosofia:
Vander Lee - Aquela Estrela

Aquele jeito
que você me olhou
Varreu meu
pensamento
Todas as coisas
saíram do chão
Eu me esqueci
de tudo
Antes que
eu me desse conta
Já era seu
meu querer
Foi como o sol
que desponta
Numa montanha dourada
Na terra
do faz de conta
Pra me banhar de prazer
Mas o vazio que você deixou
No meu apartamento
Quase transbordou meu coração
Meu mundo ficou mudo
Você foi pra tão distante
E eu quero tanto te ver
Por isso não se espante
Se numa noite bela
Aquela estrela brilhante
Em sua janela bater
sábado, 22 de janeiro de 2011
Intolerância Zero

Num sentido social, intolerância é a ausência de disposição para aceitar pessoas com pontos-de-vista diferentes. No cotidiano, a intolerância é uma atitude expressa através de argumentação raivosa, menosprezando as pessoas por causa de suas diferenças de cor; de classe social; diferenças religiosas ou características físicas; orientação sexual e muitos outros, retratando algo negativamente devido aos próprios preconceitos.
O Jornal “A Cidade”, com intuito de promover a discussão quanto ao tema em nossa cidade, criou uma enquete no Blog do Jornal para fazer uma leitura da situação atual. A partir daí, vem estabelecendo parcerias que tem por objetivo levar a um amplo público e às organizações sociais, temas de interesses comuns, dos mais diferentes campos das Ciências Humanas que possam contribuir para maiores esclarecimentos e melhor forma de condução para a tão sonhada Tolerância Social.
Os parceiros confirmados vêm se reunindo com a redação do Jornal para elaborarem estratégias que permitam os diversos públicos, formadores de opinião, ter contato com palestras, informações, experiências exitosas propiciando novos desafios ao conhecimento e reforçando as idéias de democracia e cidadania.
Nesta primeira edição do projeto proposto abordaremos sobre o Racismo, Homofobia, Deficiência, Diferenças de Classe Social e Religiosa.
Os meios utilizados serão artigos no Jornal, Panfletos Educativos, anúncios em rádios, camisetas, “terrorismo poético”, palestras, dentre outros.
Em breve, entraremos em contato com aqueles que acreditamos ser um parceiro em potencial por conhecermos suas atitudes de tolerância e amor ao próximo; àqueles que se identificarem com a proposta, fiquem à vontade para procurar a redação do jornal e/ou parceiros.
Parceiros já definidos: Rogério Macedo Coelho – Professor de Filosofia, Sociologia e Ética; Ilcileide Luiza de Oliveira – colaboradora da “Educar do Brasil”; Marize Cordeiro de Andrade – Diretora do Sind-UTE; Grupo de Teatro Anim’Art e Câmara Municipal de Capelinha.
Sou também parceira do projeto uma vez que a psicanálise, ao deter-se no desenvolvimento do sujeito, permite aprofundar o olhar sobre as condições necessárias ao processo de crescimento e seus desdobramentos. Levando sempre em conta as relações intersubjetivas, além de auxiliar na compreensão das diversas relações envolvidas neste processo.
Uma educação para a tolerância visa compreensão e busca dar condições éticas para que possamos nos voltar para o Outro, de modo a acolher as diferenças e contribuir na construção de um mundo mais solidário.
Marli Andrade
Psicanalista - Psicopedagoga
CNP – ESPO nº 0705-59
texto publicado no Jornal "A CIDADE"
em 19/01/2011
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
É grande quem usa vasos de argila como se fossem de prata ...
"Há só uma janela fechada ...
As brigas que perdi ... Patu Fu

Pouco adiantou
Acender cigarros,
Falar palavrão,
Perder a razão
Eu quis ser eu mesmo
Eu quis ser alguém,
Mas sou como os outros
Que não são ninguém
Acho que eu fico
Mesmo diferente
Quando falo tudo
O que penso realmente
Mostro a todo mundo
Que eu nao sei quem sou
E uso as palavras
De um perdedor
As brigas que ganhei
Nenhum troféu
Como lembrança
Pra casa eu levei
As brigas que perdi
Estas sim
Eu nunca esqueci
Eu nunca esqueci
Matheus Iglesias... Sucesso na nova caminhada
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Todo o meu carinho, onde quer que você esteja...

Meus amigos,
26 mil acessos
neste cantinho...
Receba meu carinho
onde quer que você esteja
Amo a história
de todas as coisas...
Mais ou menos uns
10 anos atrás,
eu detestava computador.
Como sempre,
minha mana Marize,
me "atazanou" até
que eu comprasse um
me dizendo dos benefícios...
E hoje, guardo nesse PC
que é meu baú do tesouro,
boa parte da minha fortuna
que são vocês, amigos
que cibernéticos, feito eu,
visitam minhas páginas
todos os dias.
Espero estar contribuindo...
assim como minha mana
contribui com suas ideias
inovadoras e sindicalistas
hehe
Abraços a todos!!!
Eu quero sempre mais... Ira e Pitty

A minha vida,
Eu preciso mudar, todo dia
Pra escapar...
Da rotina dos meus desejos
Por seus beijos
Nos meus sonos
Eu procuro acordar e perseguir meus sonhos
Mas a realidade que vem depois
Não é bem aquela que planejei...
Eu quero sempre mais
Eu quero sempre mais
Eu espero sempre mais de ti...
Por isso hoje
Estou tão triste
Porque querer está tão longe de poder
E quem eu quero está tão longe
Longe de mim
Longe de mim
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
"Mente é casa que não tem paredes,
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Escolha o essencial
"Nós temos dois lados...
Há um lado,
o lado que olha para fora.
Olhando para fora
defrontamo-nos com
o mundo da multiplicidade,
10.000 coisas que se impõem
aos nossos sentidos,
nos dão ordens,
nos atropelam,
e nos enrolam
aos trambolhões,
como aquelas ondas
de praias de tombo.
Mas há um outro lado
que olha para dentro.
Aí nos defrontamos
com uma única coisa,
o desejo mais profundo
do nosso coração,
aquela coisa que,
se a tivéssemos,
nos traria alegria.
Tolos são aqueles que,
seduzidos pela multiplicidade,
se entregam vorazmente a ela.
Eles acabam tendo
uma terrível indigestão...
Sábios são aqueles que,
da multiplicidade,
escolhem o essencial.
Simplicidade é isso:
escolher o essencial."
Rubem Alves
"Descobri ...
O SONHO DOS RATOS Rubem Alves
Era uma vez um bando de ratos que vivia no buraco do assoalho de uma casa velha. Havia ratos de todos os tipos: grandes e pequenos, pretos e brancos, velhos e jovens, fortes e fracos, da roça e da cidade.
Mas ninguém ligava para as diferenças, porque todos estavam irmanados em torno de um sonho comum: um queijo enorme, amarelo, cheiroso, bem pertinho dos seus narizes. Comer o queijo seria a suprema felicidade...Bem pertinho é modo de dizer.
Na verdade, o queijo estava imensamente longe porque entre ele e os ratos estava um gato... O gato era malvado, tinha dentes afiados e não dormia nunca. Por vezes fingia dormir. Mas bastava que um ratinho mais corajoso se aventurasse para fora do buraco para que o gato desse um pulo e, era uma vez um ratinho...Os ratos odiavam o gato.
Quanto mais o odiavam mais irmãos se sentiam. O ódio a um inimigo comum os tornava cúmplices de um mesmo desejo: queriam que o gato morresse ou sonhavam com um cachorro...
Como nada pudessem fazer, reuniram-se para conversar. Faziam discursos, denunciavam o comportamento do gato (não se sabe bem para quem), e chegaram mesmo a escrever livros com a crítica filosófica dos gatos.Diziam que um dia chegaria em que os gatos seriam abolidos e todos seriam iguais. "Quando se estabelecer a ditadura dos ratos", diziam os camundongos, "então todos serão felizes"...
- O queijo é grande o bastante para todos, dizia um.
- Socializaremos o queijo, dizia outro.
Todos batiam palmas e cantavam as mesmas canções.
Era comovente ver tanta fraternidade. Como seria bonito quando o gato morresse! Sonhavam. Nos seus sonhos comiam o queijo. E quanto mais o comiam, mais ele crescia. Porque esta é uma das propriedades dos queijos sonhados: não diminuem: crescem sempre. E marchavam juntos, rabos entrelaçados, gritando: "o queijo, já!"...
Sem que ninguém pudesse explicar como, o fato é que, ao acordarem, numa bela manhã, o gato tinha sumido. O queijo continuava lá, mais belo do que nunca. Bastaria dar uns poucos passos para fora do buraco. Olharam cuidadosamente ao redor. Aquilo poderia ser um truque do gato. Mas não era.
O gato havia desaparecido mesmo. Chegara o dia glorioso, e dos ratos surgiu um brado retumbante de alegria. Todos se lançaram ao queijo, irmanados numa fome comum. E foi então que a transformação aconteceu.
Bastou a primeira mordida. Compreenderam, repentinamente, que os queijos de verdade são diferentes dos queijos sonhados. Quando comidos, em vez de crescer, diminuem.
Assim, quanto maior o número dos ratos a comer o queijo, menor o naco para cada um. Os ratos começaram a olhar uns para os outros como se fossem inimigos. Olharam, cada um para a boca dos outros, para ver quanto queijo haviam comido. E os olhares se enfureceram.
Arreganharam os dentes.Esqueceram-se do gato. Eram seus próprios inimigos. A briga começou. Os mais fortes expulsaram os mais fracos a dentadas. E, ato contínuo, começaram a brigar entre si.
Alguns ameaçaram a chamar o gato, alegando que só assim se restabeleceria a ordem. O projeto de socialização do queijo foi aprovado nos seguintes termos:
Qualquer pedaço de queijo poderá ser tomado dos seus proprietários para ser dado aos ratos magros, desde que este pedaço tenha sido abandonado pelo dono.
Mas como rato algum jamais abandonou um queijo, os ratos magros foram condenados a ficar esperando.Os ratinhos magros, de dentro do buraco escuro, não podiam compreender o que havia acontecido.
O mais inexplicável era a transformação que se operara no focinho dos ratos fortes, agora donos do queijo. Tinham todo o jeito do gato o olhar malvado, os dentes à mostra.
Os ratos magros nem mais conseguiam perceber a diferença entre o gato de antes e os ratos de agora. E compreenderam, então, que não havia diferença alguma. Pois todo rato que fica dono do queijo vira gato. Não é por acidente que os nomes são tão parecidos.
"Qualquer semelhança com fatos reais é mera coincidência!"
(Rubens Alves - escrito em dezembro de 2004)
"Quase todos os homens são capazes de suportar adversidades, mas se quiser por a prova o caráter de um homem, dê-lhe PODER". Abraham Lincoln
Mas ninguém ligava para as diferenças, porque todos estavam irmanados em torno de um sonho comum: um queijo enorme, amarelo, cheiroso, bem pertinho dos seus narizes. Comer o queijo seria a suprema felicidade...Bem pertinho é modo de dizer.
Na verdade, o queijo estava imensamente longe porque entre ele e os ratos estava um gato... O gato era malvado, tinha dentes afiados e não dormia nunca. Por vezes fingia dormir. Mas bastava que um ratinho mais corajoso se aventurasse para fora do buraco para que o gato desse um pulo e, era uma vez um ratinho...Os ratos odiavam o gato.
Quanto mais o odiavam mais irmãos se sentiam. O ódio a um inimigo comum os tornava cúmplices de um mesmo desejo: queriam que o gato morresse ou sonhavam com um cachorro...
Como nada pudessem fazer, reuniram-se para conversar. Faziam discursos, denunciavam o comportamento do gato (não se sabe bem para quem), e chegaram mesmo a escrever livros com a crítica filosófica dos gatos.Diziam que um dia chegaria em que os gatos seriam abolidos e todos seriam iguais. "Quando se estabelecer a ditadura dos ratos", diziam os camundongos, "então todos serão felizes"...
- O queijo é grande o bastante para todos, dizia um.
- Socializaremos o queijo, dizia outro.
Todos batiam palmas e cantavam as mesmas canções.
Era comovente ver tanta fraternidade. Como seria bonito quando o gato morresse! Sonhavam. Nos seus sonhos comiam o queijo. E quanto mais o comiam, mais ele crescia. Porque esta é uma das propriedades dos queijos sonhados: não diminuem: crescem sempre. E marchavam juntos, rabos entrelaçados, gritando: "o queijo, já!"...
Sem que ninguém pudesse explicar como, o fato é que, ao acordarem, numa bela manhã, o gato tinha sumido. O queijo continuava lá, mais belo do que nunca. Bastaria dar uns poucos passos para fora do buraco. Olharam cuidadosamente ao redor. Aquilo poderia ser um truque do gato. Mas não era.
O gato havia desaparecido mesmo. Chegara o dia glorioso, e dos ratos surgiu um brado retumbante de alegria. Todos se lançaram ao queijo, irmanados numa fome comum. E foi então que a transformação aconteceu.
Bastou a primeira mordida. Compreenderam, repentinamente, que os queijos de verdade são diferentes dos queijos sonhados. Quando comidos, em vez de crescer, diminuem.
Assim, quanto maior o número dos ratos a comer o queijo, menor o naco para cada um. Os ratos começaram a olhar uns para os outros como se fossem inimigos. Olharam, cada um para a boca dos outros, para ver quanto queijo haviam comido. E os olhares se enfureceram.
Arreganharam os dentes.Esqueceram-se do gato. Eram seus próprios inimigos. A briga começou. Os mais fortes expulsaram os mais fracos a dentadas. E, ato contínuo, começaram a brigar entre si.
Alguns ameaçaram a chamar o gato, alegando que só assim se restabeleceria a ordem. O projeto de socialização do queijo foi aprovado nos seguintes termos:
Qualquer pedaço de queijo poderá ser tomado dos seus proprietários para ser dado aos ratos magros, desde que este pedaço tenha sido abandonado pelo dono.
Mas como rato algum jamais abandonou um queijo, os ratos magros foram condenados a ficar esperando.Os ratinhos magros, de dentro do buraco escuro, não podiam compreender o que havia acontecido.
O mais inexplicável era a transformação que se operara no focinho dos ratos fortes, agora donos do queijo. Tinham todo o jeito do gato o olhar malvado, os dentes à mostra.
Os ratos magros nem mais conseguiam perceber a diferença entre o gato de antes e os ratos de agora. E compreenderam, então, que não havia diferença alguma. Pois todo rato que fica dono do queijo vira gato. Não é por acidente que os nomes são tão parecidos.
"Qualquer semelhança com fatos reais é mera coincidência!"
(Rubens Alves - escrito em dezembro de 2004)
"Quase todos os homens são capazes de suportar adversidades, mas se quiser por a prova o caráter de um homem, dê-lhe PODER". Abraham Lincoln
Vander Lee "Alma Nua ...
Ó Pai
Não deixes que façam de mim
O que da pedra tu fizestes
E que a fria luz da razão
Não cale o azul da aura que me vestes
Dá-me leveza nas mãos
Faze de mim um nobre domador
Laçando acordes e versos
Dispersos no tempo
Pro templo do amor
Que se eu tiver que ficar nu
Hei de envolver-me em pura poesia
E dela farei minha casa, minha asa
Loucura de cada dia
Dá-me o silêncio da noite
Pra ouvir o sapo namorar a lua
Dá-me direito ao açoite
Ao ócio, ao cio
À vadiagem pela rua
Deixa-me perder a hora
Pra ter tempo de encontrar a rima
Ver o mundo de dentro pra fora
E a beleza que aflora de baixo pra cima
Ó meu Pai, dá-me o direito
De dizer coisas sem sentido
De não ter que ser perfeito
Pretérito, sujeito, artigo definido
De me apaixonar todo dia
De ser mais jovem que meu filho
E ir aprendendo com ele
A magia de nunca perder o brilho
Virar os dados do destino
De me contradizer, de não ter meta
Me reinventar, ser meu próprio Deus
Viver menino, morrer poeta"
Não deixes que façam de mim
O que da pedra tu fizestes
E que a fria luz da razão
Não cale o azul da aura que me vestes
Dá-me leveza nas mãos
Faze de mim um nobre domador
Laçando acordes e versos
Dispersos no tempo
Pro templo do amor
Que se eu tiver que ficar nu
Hei de envolver-me em pura poesia
E dela farei minha casa, minha asa
Loucura de cada dia
Dá-me o silêncio da noite
Pra ouvir o sapo namorar a lua
Dá-me direito ao açoite
Ao ócio, ao cio
À vadiagem pela rua
Deixa-me perder a hora
Pra ter tempo de encontrar a rima
Ver o mundo de dentro pra fora
E a beleza que aflora de baixo pra cima
Ó meu Pai, dá-me o direito
De dizer coisas sem sentido
De não ter que ser perfeito
Pretérito, sujeito, artigo definido
De me apaixonar todo dia
De ser mais jovem que meu filho
E ir aprendendo com ele
A magia de nunca perder o brilho
Virar os dados do destino
De me contradizer, de não ter meta
Me reinventar, ser meu próprio Deus
Viver menino, morrer poeta"
"Plenitude ...
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
"... É hora de fazer tudo o que sempre quis.
Vander Lee : Onde Deus possa me ouvir
Sabe o que eu queria agora, meu bem...?
Sair chegar lá fora e encontrar alguém
Que não me dissesse nada
Não me perguntasse nada também
Que me oferecesse um colo ou um ombro
Onde eu desaguasse todo desengano
Mas a vida anda louca
As pessoas andam tristes
Meus amigos são amigos de ninguém.
Sabe o que eu mais quero agora, meu amor?
Morar no interior do meu interior
Pra entender porque se agridem
Se empurram pro abismo
Se debatem, se combatem sem saber
Meu amor...
Deixa eu chorar até cansar
Me leve pra qualquer lugar
Aonde Deus possa me ouvir
Minha dor...
Eu não consigo compreender
Eu quero algo pra beber
Me deixe aqui pode sair.
Adeus...
Lobo Pitty
Houve um tempo em que os homens
Em suas tribos eram iguais
Veio a fome e então a guerra
Pra alimentá-los como animais
Não houve tempo em que o homem
Por sobre a Terra viveu em paz
Desde sempre tudo é motivo
Pra jorrar sangue cada vez mais.
O homem é o lobo do homem!
O homem é o lobo do homem!
Sempre em busca do próprio gozo
E todo zelo ficou pra trás
Nunca cede e nem esquece
O que aprendeu com seus ancestrais
Não perdoa e nem releva
Nunca vê que já é demais.
O homem é o lobo do homem!
O homem é o lobo do homem!
Em suas tribos eram iguais
Veio a fome e então a guerra
Pra alimentá-los como animais
Não houve tempo em que o homem
Por sobre a Terra viveu em paz
Desde sempre tudo é motivo
Pra jorrar sangue cada vez mais.
O homem é o lobo do homem!
O homem é o lobo do homem!
Sempre em busca do próprio gozo
E todo zelo ficou pra trás
Nunca cede e nem esquece
O que aprendeu com seus ancestrais
Não perdoa e nem releva
Nunca vê que já é demais.
O homem é o lobo do homem!
O homem é o lobo do homem!
domingo, 16 de janeiro de 2011
Que nada nos limite...
Caminho do "Laguinho Azul" de Milho Verde

... que nada nos defina
que nada nos sujeite.
Que a liberdade
seja nossa própria
substância,
já que viver
é ser livre.
Porque alguém disse
e eu concordo,
que o tempo cura,
que a mágoa passa,
que decepção não mata,
e que a vida sempre,
sempre continua.”
Simone de Beauvoir
... que nada nos defina
que nada nos sujeite.
Que a liberdade
seja nossa própria
substância,
já que viver
é ser livre.
Porque alguém disse
e eu concordo,
que o tempo cura,
que a mágoa passa,
que decepção não mata,
e que a vida sempre,
sempre continua.”
Simone de Beauvoir
Umberto Eco, escritor italiano, falando de um encontro de intelectuais chineses e europeus:
"Foi humilhante
ver como nossos colegas chineses
sabiam tudo
sobre Kant e Proust,
sugerindo paralelos
entre Lao Tsé e Kant,
enquanto
a maioria dos europeus
mal conseguia
ir além de Confúcio."
ver como nossos colegas chineses
sabiam tudo
sobre Kant e Proust,
sugerindo paralelos
entre Lao Tsé e Kant,
enquanto
a maioria dos europeus
mal conseguia
ir além de Confúcio."
Memórias ... Pitty
Eu fui matando os meus heróis aos poucos
Como se já não tivesse nenhuma lição pra aprender
Eu sou uma contradição
E foge da minha mão
Fazer com que tudo que eu digo faça algum sentido
Eu quis me perder por aí
Fingindo muito bem que eu nunca precisei
De um lugar só meu
Memórias
Não são só memórias
São fantasmas
Que me sopram aos ouvidos
Coisas que eu...
Eu dou sempre o melhor de mim
E sei que só assim é que talvez
se mova alguma coisa ao meu redor
Eu vou despedaçar você
Todas as vezes que eu lembrar
Por onde você já andou sem mim
Memórias ...
Como se já não tivesse nenhuma lição pra aprender
Eu sou uma contradição
E foge da minha mão
Fazer com que tudo que eu digo faça algum sentido
Eu quis me perder por aí
Fingindo muito bem que eu nunca precisei
De um lugar só meu
Memórias
Não são só memórias
São fantasmas
Que me sopram aos ouvidos
Coisas que eu...
Eu dou sempre o melhor de mim
E sei que só assim é que talvez
se mova alguma coisa ao meu redor
Eu vou despedaçar você
Todas as vezes que eu lembrar
Por onde você já andou sem mim
Memórias ...
"Eu só quero viver em paz...
"Que eu continue com vontade de viver ...
...mesmo sabendo que a vida é, em muitos momentos,
uma lição difícil de ser aprendida.
Que eu permaneça com vontade de ter grandes amigos,
mesmo sabendo que, com as voltas do mundo,
eles vão indo embora de nossas vidas.
Que eu realimente sempre a vontade de ajudar as pessoas,
mesmo sabendo que muitas delas são incapazes de ver,
sentir, entender ou utilizar essa ajuda.
Que eu mantenha meu equilíbrio,
mesmo sabendo que muitas coisas que vejo no mundo
escurecem meus olhos.
Que eu realimente a minha garra,
mesmo sabendo que a derrota e a perda são ingredientes
tão fortes quanto o sucesso e a alegria.
Que eu atenda sempre mais à minha intuição,
que sinaliza o que de mais autêntico eu possuo.
Que eu pratique mais o sentimento de justiça,
mesmo em meio à turbulência dos interesses.
Que eu manifeste amor por minha família,
mesmo sabendo que ela muitas vezes
me exige muito para manter sua harmonia.
E, acima de tudo...
Que eu lembre sempre que todos nós
fazemos parte dessa maravilhosa teia chamada vida,
criada por alguém bem superior a todos nós!
E que as grandes mudanças não ocorrem por grandes feitos
de alguns e, sim, nas pequenas parcelas cotidianas
de todos nós!"
Chico Xavier
uma lição difícil de ser aprendida.
Que eu permaneça com vontade de ter grandes amigos,
mesmo sabendo que, com as voltas do mundo,
eles vão indo embora de nossas vidas.
Que eu realimente sempre a vontade de ajudar as pessoas,
mesmo sabendo que muitas delas são incapazes de ver,
sentir, entender ou utilizar essa ajuda.
Que eu mantenha meu equilíbrio,
mesmo sabendo que muitas coisas que vejo no mundo
escurecem meus olhos.
Que eu realimente a minha garra,
mesmo sabendo que a derrota e a perda são ingredientes
tão fortes quanto o sucesso e a alegria.
Que eu atenda sempre mais à minha intuição,
que sinaliza o que de mais autêntico eu possuo.
Que eu pratique mais o sentimento de justiça,
mesmo em meio à turbulência dos interesses.
Que eu manifeste amor por minha família,
mesmo sabendo que ela muitas vezes
me exige muito para manter sua harmonia.
E, acima de tudo...
Que eu lembre sempre que todos nós
fazemos parte dessa maravilhosa teia chamada vida,
criada por alguém bem superior a todos nós!
E que as grandes mudanças não ocorrem por grandes feitos
de alguns e, sim, nas pequenas parcelas cotidianas
de todos nós!"
Chico Xavier
sábado, 15 de janeiro de 2011
“ Faça todo o bem que puder ...
Por todos os meios que puder...
De todas as maneiras que puder...
Em todos os lugares que puder...
Todas as horas que puder...
Para todas as pessoas que puder...
Enquanto você puder.”
John Wesley
...e mesmo assim,
irão sempre questionar
sobre o que você
quer com tais atitudes.
Lembre-se sempre
que é mais fácil
encontrar os defeitos
nos "outros" até mesmo
os NOSSOS defeitos.
Afinal,
para muitos:
"se a culpa é minha,
eu ponho em quem eu quiser"
Simpson
De todas as maneiras que puder...
Em todos os lugares que puder...
Todas as horas que puder...
Para todas as pessoas que puder...
Enquanto você puder.”
John Wesley
...e mesmo assim,
irão sempre questionar
sobre o que você
quer com tais atitudes.
Lembre-se sempre
que é mais fácil
encontrar os defeitos
nos "outros" até mesmo
os NOSSOS defeitos.
Afinal,
para muitos:
"se a culpa é minha,
eu ponho em quem eu quiser"
Simpson
Adélia Prado
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Fernando Pessoa
Não se acostume com o que não o faz feliz,
revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças,
mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado,
comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor,
não se perca!
Se o achar, segure-o!"
revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças,
mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado,
comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor,
não se perca!
Se o achar, segure-o!"
"Eu hoje acredito...
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